Economista, Especialista em Economia e Meio Ambiente pela Universidade Federal do Paraná e Graduando em Estatística, também, pela Universidade Federal do Paraná.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Painel de economistas avalia por que a economia do Brasil não decola


Até 2011, a imprensa e mercados internacionais pareciam tomados por um grande entusiasmo em relação ao crescimento brasileiro. "O Brasil decola", anunciou em 2009 a revista britânica The Economist, fazendo um diagnóstico que, à época, parecia ser unanimidade.
A recente polêmica aberta em um artigo da mesma Economist chamava a economia brasileira de "criatura moribunda" - e anunciava: "O Brasil despenca" - dá a medida de como o clima mudou em relação ao País em 2012.

"Este foi o ano em que passamos de uma 'brasilmania' - um grande entusiasmo no exterior em relação ao Brasil - para uma visão mais realista e cética sobre o potencial do País. Agora, na imprensa e entre os mercados e investidores há muita incerteza sobre os rumos que a economia brasileira tomará a partir de 2013", disse à BBC Brasil Marcos Troyjo, diretor do BRICLab da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.
Entre as causas centrais da mudança está a desaceleração econômica dos últimos dois anos. De 2004 a 2010 o PIB brasileiro cresceu a uma média de 4,5%, alcançando, em 2010, os 7,5% que encheram os olhos dos mercados e investidores.
A expansão mais modesta do ano passado - de 2,7% - foi interpretada por analistas como um ajuste sobre o ano anterior, em que o PIB havia crescido mais que seu "potencial" estimado, de 4%.
O que explica, então, a alta de apenas 1% esperada para 2012? Ou o que freou tão bruscamente o crescimento brasileiro - em um contexto em que, ainda por cima, o desemprego está historicamente baixo?
Em um momento em que o governo brasileiro se esforça para garantir que o país retome o crescimento acelerado - com mudanças no câmbio, pacotes de incentivo fiscal e queda dos juros - economistas estrangeiros e brasileiros de prestígio responderam essa questão para a BBC Brasil e opinaram sobre o que é preciso para a economia voltar a alçar vôo em 2013.

Consensos e divergências
Alguns pontos parecem consensuais. Por exemplo, os baixos níveis de investimento são apontados como fator central do desaquecimento.
Como alguns analistas ressaltam, o aumento dos gastos do governo e a expansão da classe média brasileira impulsionaram o consumo nos últimos anos - mas os empresários não têm investido o suficiente, criando uma insuficiência de oferta.
No Brasil, o nível de investimento ronda os 18% do PIB, contra quase 50% da China e pouco mais de 30% da Índia. No Peru, Chile e Colômbia a taxa ronda os 25%.

A sobrevalorização do real, que mina a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional, e problemas estruturais, como excesso de burocracia, gargalos de infra-estrutura e falta de investimento em educação e na formação de mão-de-obra também são apontados como freios do crescimento em 2012, além do acirramento da crise global e desaquecimento da China.
O governo está tentando atacar alguns desses entraves com medidas como cortes dos juros (para 7,25%) e a queda do real. "Mas tal ajuste só terá resultados no médio e longo prazo, porque os empresários levam tempo para refazer seus planos", diz Antônio Prado, da CEPAL.
Entre as diferenças de pontos de vista dos entrevistados algumas se referem às causas do desaquecimento. Por exemplo, um grupo atribui mais peso a fatores externos, enquanto outros veem exagero no cálculo do contágio.
Há também uma ampla variação nas receitas para o crescimento. Alguns defendem mais abertura e menos intervenção. Outros pedem políticas industriais mais ambiciosas. Confira algumas dessas propostas abaixo:

Jim O'Neill - Reformas microeconômicas
JIm O´Neill (Foto Getty Image)

Economista da Goldman Sachs, criador do termo BRIC

É importante entender que a taxa de crescimento anual do Brasil é bastante volátil. Na década em que a média de crescimento chegou perto dos 4% houve 3 anos em que a expansão do PIB ficou abaixo dos 2%.

O Brasil desacelerou por dois motivos em 2011 e 2012. Primeiro, a redução do crescimento da China e dos preços de algumas commodities. Segundo, a sobrevalorização do real, que complicou o desafio do Brasil para ganhar competitividade. Mas no último trimestre, não fosse por uma estranha queda no setor financeiro, o crescimento anualizado seria de 4%, então acho que será mais forte a partir de agora.
Para assegurar um crescimento igual ou maior que 4%, o Brasil precisa de melhores condições financeiras (evitando uma nova valorização do real) e reformas focadas no lado da oferta. A macroeconômia tem ido na direção certa, mas é preciso mais reformas microeconômicas.


Michael Reid - Menos burocracia e arbitrariedade - Editor para América Latina da The Economist
É verdade que o ambiente externo tem sido um desafio. Mas com que países o Brasil quer se comparar? Com a Europa? Basta olhar para a América Latina e os BRICs para ver que o desempenho recente do Brasil é pobre.

Alguns motores do crescimento de 2004-10 enfraqueceram. As commodities já não estão subindo e os consumidores precisam pagar suas dívidas. O Brasil se trancafiou em um bloco comercial protecionista e de baixo crescimento - o Mercosul, e fez pouco para abrir novos mercados. Mas o que mais decepciona é a queda dos investimentos. O setor público não tem melhorado a execução de projetos e investidores privados parecem estar preocupados com o risco de mudanças regulatórias ou de políticas.
Outros países latino-americanos acabaram com uma burocracia estúpida que dificultava a vida das empresas. Por que o Brasil não faz o mesmo? Como a presidência já reconheceu, mobilizar investidores privados em projetos de infra-estrutura é crucial. Mas o governo precisa ser mais consistente ao atrair investidores, oferecendo a eles uma taxa de retorno razoável.
Simplificar a estrutura tributária brasileira e reformar leis trabalhistas leva tempo, mas o governo poderia anunciar planos claros para lidar com essas questões.


Marcos Troyjo - Novo modelo de crescimento
Marcos Troyjo (Foto Arquivo Pessoal)
Diretor do BRICLab da Universidade de Columbia

Há exagero na avaliação do peso dos fatores externos sobre o desaquecimento brasileiro. O Brasil é uma economia relativamente fechada. As exportações representam 10% do PIB e o peso da China é de 2%. Por isso, o efeito direto do desaquecimento chinês é mais limitado do que muitos acreditam, embora haja também o efeito indireto, relacionado a uma mudança de expectativas.

Houve no Brasil um problema de oferta. O País cresceu recentemente com um modelo focado nos altos índices de consumo e gastos do governo. Isso gera crescimento de curto prazo, mas não desenvolvimento. Para crescer mais de 4%, o Brasil precisa investir 23% do PIB no mínimo.
A queda dos juros foi bem-vinda, mas ainda é preciso fazer reformas estruturais: reduzir a burocracia para a abertura de negócios e os gargalos de infra-estrutura; investir mais em inovação e formação de mão de obra.


Antonio Prado - Política Industrial efetiva - Secretário-executivo adjunto da CEPAL
Houve uma queda muito importante do nível de atividade da indústria - em parte por causa da sobrevalorização do real, que barateou as importações e desestimuliou a produção local. Isso levou a uma inconsistência entre a política industrial e política macroeconômica.
Por isso, mudança na taxa de câmbio e de juros era necessária, mas deve demorar para mostrar resultados. Empresas que já tinham contratos de compras de insumos e dívida em dólar devem ser prejudicadas no curto prazo com a desvalorização, mas no médio e longo prazo o Brasil ganha competitividade.
O País já está fazendo um esforço grande para levar adiante mudanças estruturais e deve continuar nesse caminho. . Medidas como o controle de fluxos especulativos financeiros também são importantes.


Pablo Fajnzylber - Parcerias público-privadas - Principal economista do Banco Mundial para o Brasil

Após crescer 0% em 2009, o Brasil implementou um política fiscal e monetária anticíclica que lhe permitiu crescer 7,5% em 2010. Mas pressões inflacionárias levaram a um aperto da política monetária até agosto de 2011, quando incertezas globais motivaram um novo ciclo de estímulo.
O impacto desse afrouxamento precisa de tempo para se materializar. A parcela das rendas familiares comprometida com dívidas está alta. O investimento continua baixo refletindo uma incerteza sobre o cenário global e doméstico. Além disso, muitas indústrias sofrem com custos elevados de mão de obra.
No longo prazo, é preciso elevar o PIB potencial do país. A produtividade e o nível de investimento precisam subir. O setor público deve concentrar investimento em atividades que aumentam a produtividade do setor privado, como educação e infra-estrutura, continuando a fazer parcerias com o setor privado em áreas em que o último tem vantagens comparativa como transportes.

Edward C. Prescott - Mais competição e abertura - Prêmio Nobel de Economia
O sistema político deve estar bloqueando mudanças e tomando medidas para manter o status quo. É preciso fazer mudanças para progredir, mas ao que parece a nova presidente não é tão habilidosa como Luiz Inácio Lula da Silva, que foi capaz de manter o apoio dos brasileiros permitindo uma mudança.

O Brasil precisa criar um ambiente em que grupos de brasileiros talentosos possam se juntar e levar adiante iniciativas empreendedoras. Mais competição entre os Estados e mais abertura para o resto do mundo poderia ajudar nesse processo.

Luiz Carlos Bresser-Pereira - Política cambial eficiente - Ex-ministro da Fazenda
A economia brasileira está crescendo menos que o esperado principalmente devido à grande apreciação cambial que ainda subsiste. Os anos 2000, como os anos 90, foram marcados pela tendência à sobrevalorização crônica e cíclica da taxa de câmbio. O dólar caiu de R$ 3,95 em 2003 para R$ 1,65 em 2010.
Com isso, as indústrias deixaram de exportar. Elas sobreviveram graças à política distributiva do governo, que aumentou o mercado interno e explica as taxas de crescimento do segundo mandato de Lula. Mas com o tempo, seu mercado foi capturado por manufaturados estrangeiros.
O essencial agora é continuar a depreciar o real até que ele chegue ao nível de "equilíbrio industrial", de R$ 2,70 por dólar, que torna competitivas as empresas brasileiras de manufaturados. Para exportadores das commodities, que originam a "doença holandesa" (sobrevalorização da moeda de países com recursos naturais abundantes), R$ 2,00 por dólar está bom.

Fonte: BBC Brasil












Brasil perde posto de 6ª maior economia para Reino Unido

Um ano após desbancar o Reino Unido na posição de sexta maior economia do mundo, a desvalorização do real nos últimos meses fará com que o Brasil perca o posto recém-conquistado e volte ao sétimo lugar em 2012. A previsão foi feita nesta quarta-feira pelo britânico Centro de Pesquisas Econômicas e de Negócios (CEBR na sigla em inglês). A consultoria, porém, aposta que o Brasil voltará a crescer mais rapidamente e deve voltar a ultrapassar os britânicos em 2014.

Segundo o levantamento, o Brasil deve terminar o ano com Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 2,282 trilhões, pouco abaixo dos US$ 2,443 trilhões previstos para o Reino Unido. "Estamos na disputa cabeça a cabeça com o Brasil há algum tempo. No ano passado, os brasileiros nos ultrapassaram. Este ano, vamos superá-los. A partir de 2014, no entanto, o dinamismo da economia brasileira deve levar o Brasil decisivamente para uma posição acima do Reino Unido", disse o responsável pela pesquisa e diretor-executivo do CEBR, o inglês Douglas McWilliams.

Mesmo com a previsão de que a economia do Reino Unido deve terminar o ano com crescimento perto de zero ou até uma pequena queda, o Brasil perdeu o posto especialmente pela taxa de câmbio. Como o PIB na pesquisa é calculado em dólares, a subida do dólar de mais de 11% no ano faz com que o tamanho da economia brasileira fique menor quando convertido para dólares. Para piorar o fenômeno, o fraco crescimento da economia nacional também deve ser levado em conta, o que acaba potencializando o efeito do câmbio.

Na pesquisa do CEBR, os cinco primeiros da lista são Estados Unidos (PIB de US$ 15,643 trilhões), China (US$ 8,249 trilhões), Japão (US$ 5,936 trilhões), Alemanha (US$ 3,405 trilhões) e França (US$ 2,607 trilhões).

Fonte: IG Economia / Agência Estado

EUA e UE podem começar a negociar ambicioso tratado de comércio


Os Estados Unidos estão considerando dar logo início a negociações de um acordo transatlântico destinado a abrir o protegido mercado europeu de agricultura, eliminando tarifas e cortando regulamentos que restringem o comércio e os investimentos internacionais.

Um acordo entre os EUA e a União Europeia pode estar entre os mais complexos pactos comercias jamais tentados, cobrindo um relacionamento econômico que é o maior do mundo, estimado em cerca de 700 bilhões de euros (US$ 927 bilhões) de comércio anual em bens e serviços.

Autoridades europeias estão ávidas para começar as negociações de um pacto que consideram muito importante como fonte de crescimento para uma região que está flertando com sua segunda recessão desde que a crise financeira começou. Embora as políticas de comércio normalmente dividam países do sul da Europa dos países de comércio livre do norte, governos das 27 nações que formam o bloco estão solidamente por trás do início das negociações.

Autoridades americanas estão mais abertas à ideia do que estiveram por anos, mesmo que permaneçam menos entusiasmadas do que as europeias. Elas veem um amplo acordo comercial como forma de forçar a abertura dos mercados agrícolas da Europa e, possivelmente, de afrouxar as restrições com relação às culturas geneticamente modificadas há muito tempo criticadas pelos Estados Unidos.

Autoridades americanas dizem que ainda não há uma decisão política em Washington para dar ou não continuidade a essas conversas. Elas dizem que o presidente Barack Obama é a favor de um acordo, mas apenas se ele for "abrangente", se abrir o mercado europeu para os exportadores agrícolas americanos e puder ser concluído relativamente rápido.

Autoridades da Comissão Europeia, braço executivo da UE, e da Agência de Comércio Exterior dos EUA se encontraram ao longo deste ano para elaborar um relatório que estabelece as diretrizes para as possíveis negociações. Michael Froman, conselheiro assistente de segurança nacional na Casa Branca, estava em Bruxelas este mês para discutir o acordo.

"Este não é um acordo fácil", disse o comissário de comércio europeu Karel De Gucht ao The Wall Street Journal. "É uma virada de jogo, caso consigamos fechá-lo."

"Existem benefícios substanciais para um acordo ambicioso", diz Robert Hormats, subsecretário de Estado para assuntos econômicos, de energia e de agricultura dos EUA, num discurso em Washington na semana passada. "Mas, para chegar lá, muitas questões antigas e complexas precisam ser resolvidas. Nós queremos ter o tempo necessário para obter os fundamentos corretos para que qualquer acordo que façamos possa maximizar oportunidades econômicas de apoio ao emprego em ambos os lados do Atlântico."

As tarifas entre ambos já são baixas hoje — em média menos de 2% — mas o gigantesco volume anual em produtos entre os EUA e a Europa, de cerca de 450 bilhões de euros, permitiria muita economia. Companhias multinacionais, que tendem a ter pesados investimentos nos EUA e na Europa, também anseiam pelo fim dos regulamentos que impedem investimentos estrangeiros, como regras que limitam o controle estrangeiro em certos tipos de infraestrutura.


Os principais benefícios de um acordo, porém, podem ser o fim dos regulamentos que limitam o comércio. No topo da agenda europeia está a eliminação de barreiras para que o governo americano compre bens e serviços europeus. Isso é difícil para Washington porque muitas dessas decisões são tomadas não pelo governo federal, mas pelos Estados, alguns dos quais têm leis que determinam a compra de produtos americanos.

A Comissão Europeia estima que um acordo possa elevar no longo prazo o produto interno bruto europeu em 0,52%, cerca de 120 bilhões de euros. Os EUA também se beneficiariam economicamente, dizem autoridades de ambos os lados. Esses laços são cruciais, mesmo considerando que o comércio entre os EUA e a UE tenha caído percentualmente na última década em relação ao total, já que o comércio com a China e outros países da Ásia cresceu.

Como os EUA e a Europa são regiões ricas, o acordo não inflamaria as preocupações normais em negociações de comércio com relação a ameaças de baixos salários e maus tratos a trabalhadores. Ao contrário, é a agricultura que está se tornando o maior obstáculo para qualquer tipo de acordo.

A regulação europeia contra culturas geneticamente modificadas estão entre as mais rígidas do mundo, reflexo de uma profunda desconfiança da população europeia com relação a essa tecnologia.

Reguladores europeus de segurança disseram que a maioria das culturas modificados não representa uma ameaça, mas governos nacionais têm se recusado a autorizar o plantio da maioria desses produtos na Europa. Apenas dois organismos geneticamente modificados foram aprovados pela UE para cultivo: o milho desenvolvido pela Monsanto e a batata desenvolvida pela Basf AG.

Autoridades americanas e a indústria de biotecnologia há tempos têm tentado fazer com que a Europa mude suas regras para ter suas culturas aprovadas, mas o sucesso tem sido limitado. De Gucht advertiu que os EUA não devem esperar muito progresso nesse tema como parte das negociações do acordo comercial, que precisa ser aprovado tanto pelo Parlamento Europeu como pelos governos nacionais no Conselho Europeu.

"O que você não pode apagar em nenhum acordo são as nossas diferenças culturais e políticas", disse ele. "O limite para nós é o que podemos obter através do Parlamento Europeu" e o que pode contar com o apoio dos Estados membros da União Europeia.

Martin Schulz, presidente do Parlamento Europeu e influente parlamentar socialista, é um "forte defensor" de um acordo comercial com os EUA, disse um porta-voz.

Há uma série de regras agrícolas europeias menos conhecidas que o governo americano e poderosos membros do Congresso dos EUA querem que sejam alteradas com o acordo. A Europa restringe, por exemplo, a importação de carne de vaca e de frango dos EUA cujos animais tenham sido alimentados com ractopamina, um aditivo que promove o crescimento da massa muscular magra em animais.

"A UE tem mantido suas barreiras não científicas, de modo que o presidente [do comitê de finaças do Senado, Max] Baucus vai continuar lutando em favor dos produtores americanos para removê-las em associação com o [acordo de livre comércio] em negociação", disse um assessor do comitê do senador. A UE tem mostrado que pode avançar em algumas dessas questões agrícolas sensíveis. O bloco concordou recentemente em mudar as regras de segurança alimentar para permitir que a carne seja desinfetada com ácido láctico, pavimentando o caminho para mais importações de carne bovina dos EUA, onde essa prática é generalizada.

Fonte: The Wall Street Journal

Confiança na indústria sobe 1,1% no mês de dezembro


O índice permanece acima da média histórica pelo terceiro mês seguido, aponta a FGV.

Os empresários da indústria ficaram mais confiantes em dezembro, sinalizando uma recuperação mais rápida do setor, mostra levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgado nesta quarta-feira (26/12).

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) avançou 1,1% entre novembro e dezembro, passando de 105,2 pontos para 106,4 pontos. O valor fica acima da média histórica recente.

A sondagem foi realizada com 1.296 empresas em todo o país, entre os dias 3 e 21 de dezembro.

A melhora ocorreu sobretudo por um maior otimismo em relação aos próximos meses. O Índice de Expectativas (IE) subiu 1,9%, para 106,2 pontos, chegando ao melhor resultado desde junho de 2005.

A proporção de empresas que esperam aumentar a produção passou de 42,4% para 39,4%, e a parcela das que esperam diminuí-la passou de 15,5% para 4,1%.

Já o Índice de Situação Atual (ISA) avançou 1% em dezembro, para 104,6 pontos.

"O indicador de produção prevista foi determinante para o crescimento do IE, já que o indicador de emprego previsto manteve-se estável em patamar inferior à media e o da tendência futura dos negócios acomodou-se após alta nos meses anteriores", diz a FGV em nota.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) aumentou, passando de 84% para 84,1% em dezembro, mantendo-se um pouco acima da média histórica recente, de 83,7%.

Fonte: Brasil Econômico

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

ntervencinismo do governo deve reforçar papel do setor privado


BRASÍLIA/SÃO PAULO, 21 Dez (Reuters) - O pesado e disseminado perfil intervencionista do governo Dilma Rousseff, que ficou evidente na primeira metade do seu governo, não vai mudar nos próximos dois anos. Disso, ninguém duvida.

Mas agentes econômicos, e muitas vozes dentro da própria equipe da presidente, alertam para a necessidade de que essa "mão pesada" crie agora condições para que o setor privado consiga assumir o papel de condutor da economia brasileira com as próprias pernas, com o foco em investimentos.

Para tanto, avaliam que os grandes projetos de infraestrutura tenham de sair do papel e que algumas pequenas reformas devam ocorrer, sobretudo no campo tributário, como a unificação do ICMS, já em negociação com os governadores.

"Crescimento mais forte com taxas sustentáveis podem ser possíveis apenas com mudanças estruturais e mudanças nas instituições na maneira de se implementar as políticas", afirmou o diretor para América Latina da Moody's Analytics, Alfredo Coutiño

Os investimentos em produção são um dos principais pontos fracos da economia brasileira que, em 2012, deve crescer apenas ao redor de 1 por cento, ainda pior do que já fraco desempenho do ano passado, quando cresceu 2,7 por cento.

Dilma, conhecida no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como a "mãe do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)", assumiu o posto mais alto do país em 2011 e, de lá para cá, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), uma medida do investimento, ficou estagnada perto do patamar de 18 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), ainda distante dos quase 25 por cento tidos como essenciais para a atividade.

A crise internacional atingiu em cheio a atividade brasileira, sobretudo o setor industrial e, para combater os reflexos negativos, o governo adotou inúmeras medidas de estímulo à atividade econômica, como desonerações fiscais de 45 bilhões de reais só neste ano e redução da Selic à mínima histórica de 7,25 por cento ao ano.

A ideia era estimular o consumo, o que acabou dando resultados, mas não suficientes para sustentar a geração de novos investimentos produtivos. De olho nesta lacuna e na premente necessidade do país resolver seu crônico problema de infraestrutura, a presidente encabeçou o discurso coeso dentro da sua equipe de que, daqui para frente, o foco será justamente esse.

Foram lançados grandes programas de investimento em logística no segundo semestre, que preveem mais de 200 bilhões de investimentos no período de até 25 anos, com concessões de ferrovias, rodovias e portos, em regime de parceria entre o setor privado e o público.

Além disso, foi lançado um pacote para reduzir as tarifas de energia elétrica, em média, em cerca de 20 por cento, a partir de 2013, com a renovação antecipada e condicionada de concessões.

Para os agentes econômicos, essa é uma ação acertada, mas eles alertam para a necessidade de "desmamar" as empresas e deixar as forças do mercado agirem.

"O empresário é muito dependente do Estado porque este tem forte controle da economia", afirmou o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, acrescentando que uma das saídas para mudar esse quadro seria alimentar os investimentos em inovação e tecnologia.

Além disso, o governo precisa se esforçar para que as ações anunciadas realmente sejam implementadas sem atraso.

"O governo tem de trabalhar com mais afinco nas concessões, para que comecem a aparecer de fato em 2014, e nos investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)", afirmou um integrante da equipe econômica à Reuters.

A expectativa é que o projetos mais pesados de infraestrutura comecem a sair do papel em 2014, desde que o governo consiga fazer todos os estudos, licitações e leilões no próximo ano.

Recursos disponíveis, porém, não significam necessariamente mais investimentos, argumentou a fonte, lembrando que nos últimos anos o governo fez maciças injeções no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que somaram 300 bilhões de reais --ou cerca de 7 por cento do PIB-- para alimentar os financiamentos voltados à produção.

"Mas esses recursos mais baratos acabaram apenas segurando os investimentos já planejados", argumentou a fonte, lembrando que a formação bruta de capital fixo ficou praticamente estagnada.

MEDIDAS CONTINUAM

Outra fonte da equipe econômica adiantou que "o estímulo à economia vai continuar nas áreas mais sensíveis que são necessárias para a melhoria da nossa competitividade", referindo-se à infraestrutura, mercado de capitais, indústria, entre outros.

Para essa fonte, o desenvolvimento dessas áreas é crucial para assegurar um crescimento mais robusto nos próximos anos e o governo não vai deixar a temperatura cair.

A presidente, segundo seus auxiliares, entende que apenas com atuação do governo é possível dar previsibilidade à economia e possibilitar um ambiente mais favorável ao investimento, necessário a elevar o crescimento potencial do PIB.

Isso tem acontecido, por exemplo, no câmbio, com todo o esforço do governo para manter o dólar acima de 2 reais para melhorar a competitividade dos produtos brasileiros no exterior.

Para manter esse patamar, no entanto, têm sido necessárias seguidas atuações do governo no câmbio, o que, para os críticos, atrapalha justamente a previsibilidade desejada devido às contínuas mudanças nas regras.

Mas adoção de mais medidas para estimular a economia via consumo não é consenso dentro da equipe econômica da presidente. Para um integrante dela, o ideal seria esperar que as já tomadas --sobretudo as de perfil de mais curto prazo-- surtam efeito completo, algo que ainda não ocorreu.

"Está de bom tamanho (o conjunto de medidas adotadas)... É preciso um pouquinho de sangue frio", afirmou a fonte, acrescentando que instigar a possibilidade de mais ações no futuro serve também para adiar decisões de investimento. "O empresário, se sabe que mais medidas podem vir, acaba esperando para ver o que vai acontecer."

Para parte do empresariado, as ações adotadas pelo governo, sobretudo no setor de infraestrutura, vão melhorar o ambiente de negócios no país, ajudando também na entrada de investidores estrangeiros.

ESCOLHA CORRETA?

Os esforços do governo para estimular a economia também abriu outra frente de discussão: a de que o governo estaria "escolhendo os vencedores". Ou seja, de que apenas alguns determinados setores estariam sendo beneficiados.

Também a forma como a presidente estaria atuando para conseguir chegar a seus objetivos econômicos causa desconforto. Uma das ações mais criticadas foi a renovação antecipada das concessões de energia elétrica, que reduz em cerca de 70 por cento as receitas das empresas, levando a uma queda acentuada das ações das elétricas e a questionamentos sobre a capacidade dessas companhias investirem no futuro.

"Ela está errando na mão e errando ao escolher os setores. Esse governo faz as coisas na pressa e o resultado é esse PIB esquelético", disse o senador oposicionista Aluysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), bastante atuante na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

Mas há quem defenda com entusiasmo a ação do governo. O presidente do conselho de administração da Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter, elogia o modelo de intervenção estatal implementado por Dilma nos atuais programas de concessão, em que se privilegia as tarifas e não o valor da outorga.

No plano de concessões de rodovias e ferrovias anunciado em agosto passado, o governo manteve o critério de menor pedágio para escolher os vencedores dos leilões e aumentou o rigor sobre os investimentos feitos exclusivamente pelos vencedores das concessões, que serão concentrados nos cinco primeiros anos de concessão.

"É uma revolução filosófica em que se passou pensar o modelo de maneira diferente", afirmou Gerdau.

Fonte: Reuters Brasil

Governo Dilma tenta, mas não alavanca investimento privado

(A Reuters publica uma série de matérias especiais sobre as perspectivas para o Brasil em 2013 e 2014)


SÃO PAULO, 21 Dez (Reuters) - Percorrido metade do mandato, o governo da presidente Dilma Rousseff enfrenta a dura lição de que, sozinha, a redução do juro não está sendo suficiente para garantir ao país uma expansão econômica liderada pelo investimento.

Empresários, investidores e economistas, embora concordem que o governo diagnostica corretamente os problemas que condenam a economia doméstica a frequentes voos de galinha, avaliam que o governo está falhando no esforço de criar um ambiente mais amigável para investimentos.

A principal crítica tem a ver com a aparente iniciativa estatal de estabelecer um teto para ganho dos investidores, especialmente na área de infraestrutura, como contrapartida compulsória ao cenário de custo de capital mais baixo, tática esta que ficou explícita na proposta de renovação antecipada de concessões do setor elétrico.

"O governo está com uma estratégia de estipular o retorno que as empresas devem ter. Isso tem que se dar via competição. Quando ele (governo) estabelece o retorno, as empresas pensam em aplicações que rendem mais", disse o presidente do Comitê de Infraestrutura da Confederação Nacional da Indústria (CNI), José de Freitas Mascarenhas.

Aceitar uma rentabilidade menor parece não incomodar alguns investidores, como os interessados em participar dos leilões de concessão de rodovias e ferrovias, ainda por acontecer. Pelo menos essa é a avaliação do presidente da estatal Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo.

"Quando você fala de uma TIR (Taxa Interna de Retorno) de 5,5 por cento em termos reais, e que vai ter um financiamento de até 80 por cento do investimento a juro de 2 por cento, a remuneração do capital próprio do investidor vai ser de 9 ou 10 por cento, o que não é baixo", disse Figueiredo, escolhido por Dilma para modelar o plano de investimentos em logística.

De fato, com a taxa básica de juro Selic no piso recorde de 7,25 por cento ao ano, comprar a exclusividade de prestação de um serviço público de 20, 30 ou 40 anos, que ofereça uma TIR ao redor de 10 por cento não parece má ideia.

E a miríade de oportunidades de obras infraestrutura num país que aposta nelas para elevar a taxa de investimento da economia dos cerca de 17 por cento para perto de 25 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), para se aproximar do ritmo de economias emergentes que crescem mais rápido, parece formar o cenário ideal para isso.

Então, qual a explicação para a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) de julho a setembro ter caído pelo quinto trimestre consecutivo?

"Um problema de confiança está se formando", disse o sócio fundador do BTG Pactual, o banqueiro André Esteves, mencionando os ruídos criados no mercado com medidas governamentais em alguns setores da economia. "Isso tem que ser mitigado imediatamente."

Diferente de outros tempos, a maior intervenção estatal não está sendo encarada deliberadamente como um palavrão. Ao contrário, em muitos aspectos tem sido elogiada, especialmente nas iniciativas contracíclicas para proteger o país dos efeitos das crises externas dos últimos anos.

Parte relevante do empresariado também tem apoiado outras medidas, como a renovação antecipada de concessões do setor elétrico, que traz consigo a promessa de corte médio de 20 por cento dos custos de energia, tida como uma das mais caras do mundo.

Porém, há uma sensação crescente de mudança nas regras do jogo, o que é particularmente complicado em se tratando de investimentos de longuíssimo prazo, segundo o economista Simão Silber, professor da Universidade de São Paulo. "Além disso, as aplicações financeiras têm liquidez, o capital produtivo não, especialmente na infraestrutura", disse.

Talvez por isso, o cardápio de incentivos --incluindo juros reais negativos em algumas linhas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e incentivos fiscais-- não está alavancando o investimento privado.

Uma pesquisa recente da Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca) mostrou que cerca de 60 por cento das empresas com ações na Bovespa planejam investir em 2013 no máximo o mesmo que fizeram neste ano. Algumas delas, como a Vale, por expectativa de baixo crescimento da economia global.

Em segmentos ligados ao mercado doméstico, como o financeiro, as instituições privadas estão preferindo focar em ganho de eficiência em vez seguir os passos de Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, que receberam ordem expressa do governo federal para crescer. O Santander Brasil recentemente anunciou mil demissões no país. O Citi vai fechar 14 agências no Brasil.

"Não é simplesmente bater um tambor em Brasília para fazer as coisas acontecerem", afirmou o estrategista-chefe e chairman da Rio Bravo Investimentos, o ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco. "Não é só o custo de capital, mas uma filosofia de trato, de respeito e de aceitação do investimento privado."

Muitas companhias elétricas, incluindo a estatal Eletrobras, estão com um discurso de apertar o orçamento até ficar mais claro como ficarão suas receitas após a renovação das concessões.

MERCADO ACIONÁRIO

Em outra frente, a CPFL Energias Renováveis, parceria entre a CPFL Energia e a Ersa, cancelou um plano de listar suas ações na Bovespa com uma oferta inicial de ações superior a 1 bilhão de reais, após investidores ficarem receosos com o plano de renovação das concessões do governo.

"Esse é um tipo de coisa mais sutil que talvez o governo não perceba", disse o sócio da área de infraestrutura do Pátria Investimentos, Andre Sales.

Termômetro mais visível da opinião do mercado sobre perspectivas para a economia, as ações mostram desempenhos bastantes distintos por setores em 2012.

Enquanto o índice do setor elétrico acumula perda de cerca de 14 por cento no ano, o de consumo de empresas na maioria beneficiadas por medidas do governo para incentivar compras de bens como eletrodomésticos-- subiu 40 por cento. O Ibovespa, que reúne os papéis com maior liquidez, tem alta de perto de 8 por cento até o fechamento de 20 de dezembro.

"O intervencionismo estatal está no preço", disse o diretor de gestão de recursos do Itaú Unibanco, Paulo Corchaki, para quem a tendência vai se manter em 2013.

Fonte: Reuters Brasil

Pessimismo com abismo fiscal nos EUA penaliza bolsas


No entanto, especialista aponta que mau humor deve ser momentâneo e que o acordo deverá sair sim, mas somente no início do ano que vem.

Após 10 dias de altas significativas nas principais bolsas mundiais refletindo a esperança de que a questão fiscal nos Estados Unidos teria um acordo ainda neste ano, os mercados em geral vivem esta sexta-feira (21/12) uma onda de pessimismo diante da estagnação de um possível acordo.

Diante disso, o Ibovespa se atrela às demais bolsas mundiais e cai 1,31%, aos 60.473 pontos. O giro financeiro estava em R$ 2,17 bilhões.

O presidente da câmara de Representantes, o republicano John Boehner, anunciou na quinta-feira (20/12) que não seria realizada a votação do denominado "plano B" para evitar o abismo fiscal, pelo fato de a iniciativa não contar com o apoio suficiente para ser aprovada.

Faltando 12 dias para que expire uma lei, do governo de George W. Bush, que corta os impostos para os que recebem rendas mais altas, o "plano B" de Boehner propunha uma alta de impostos para a faixa de contribuintes cujas receitas superem US$ 1 milhão, mas a iniciativa não encontrou apoio nos setores mais conservadores do partido Republicano.

Por conta disso, as negociações para alcançar um consenso foram adiadas para depois do Natal. Caso o acordo não saia neste ano, um pacote de US$ 600 bilhões em corte de gastos e aumento de impostos entrará em vigor já em janeiro, o que pode levar o país à recessão.

Para Ernesto Rahmani, sócio diretor da Tática, um possível acordo deverá vir somente no início do ano que vem, pois temos apenas alguns dias úteis até o final do ano.

"A notícia caiu como um balde de água fria nos investidores. No entanto, este mau humor deve ser algo momentâneo. Este acordo é uma questão política, então é claro que os dois lados vão esticar a corda até onde der", destaca o sócio.

Em meio a isto, Wall Street iniciou o pregão em queda. Há pouco, o Dow Jones retraía 0,88%, o S&P 500 perdia 0,99% e o Nasdaq tinha desvalorização de 1,35%.

Na agenda, indicadores em linha com o esperado pelo mercado não conseguem impulsionar os ganhos. O Índice de Atividade Nacional do Federal Reserve de Chicago registrou elevação em novembro, atingindo 0,10 ponto ante variação de -0,64 registrada no mês anterior.

O número de pedidos e entregas de bens duráveis feitos à indústria americana veio melhor do que o esperado pelo mercado em novembro, com alta de 0,7% em relação ao mês anterior, enquanto as projeções apontavam para um avanço de 0,2%.

Na Europa, o mau humor também prevalece por conta do receio do abismo fiscal. Por lá, o CAC 40, de Paris, retraía 0,35%; o DAX, da Alemanha, perdia 0,43%; e o FTSE 100, de Londres, tinha decréscimo de 0,69%.

Além disso, dados decepcionantes pesam sobre os índices. A economia do Reino Unido teve avanço de 0,9% no terceiro trimestre, contra estimativa de 1%.

No mesmo sentido, o indicador que mede a confiança do consumidor alemão deve retroceder para 5,6 pontos em janeiro ante 5,8 pontos (dado revisado) registrados neste mês, segundo a prévia do instituto Gfk. Este é o pior resultado em mais de um ano.

Destaques

As ações da Cemig (CMIG4) e da Eletropaulo (ELET6) lideram as maiores altas da sessão, com avanços de 5,66% e 2,42%, respectivamente.

Ontem à noite, a empresa informou o pagamento de proventos no valor de R$ 3,3 bilhões.

Além disso, a companhia suspendeu os investimentos na hidroelétrica São Simão por 120 dias por causa das incertezas com a medida provisória 579, sobre a renovação antecipada e condicionada de concessões do setor elétrico que venceriam entre 2015 e 2017.

Segundo a empresa, esta medida visa pressionar o governo para que a usina tenha mais medidas favoráveis.

Por outro lado, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) e B2W (BTOW3) perdem 3,16% e 3,08%, nesta ordem.

Câmbio

E no mercado de câmbio, o dólar opera em alta de 0,77% em relação ao real, cotado a R$ 2,078 na compra e R$ 2,080 na venda.

Fonte: Brasil Econômico