Economista, Especialista em Economia e Meio Ambiente pela Universidade Federal do Paraná e Graduando em Estatística, também, pela Universidade Federal do Paraná.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Consumo de energia elétrica cresce 6,3% em novembro


Rio de Janeiro – O consumo de energia elétrica no país cresceu 6,3% em novembro deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo dados divulgados hoje (28) pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do Ministério de Minas e Energia, foram consumidos no mês passado 38,7 mil gigawatts-hora (GWh).

A maior alta no consumo foi observada no setor de comércio e serviços, que teve aumento de 13,7%. Foi o maior crescimento registrado em meses de novembro desde 2005. Segundo a EPE, o aumento do consumo é resultado da ocorrência de temperaturas mais elevadas no país neste mês e do esforço do comércio em investir na climatização de lojas e escritórios.

O calor acentuado também foi o principal motivo para o crescimento de 9,9% no consumo de energia elétrica pelo setor residencial. “O aumento da renda e a estabilidade no emprego são fatores que explicam o aumento estrutural do consumo das famílias: aumentou o estoque de eletrodomésticos nas residências, especialmente de condicionadores de ar. A expectativa de recordes nas vendas do setor de climatização residencial sugere uma participação crescente desses equipamentos”, informa a nota divulgada pela EPE.

A indústria respondeu por grande parte do consumo em novembro (15,5 mil GWh), mas o crescimento do setor foi muito pequeno: 0,2%. O resultado reflete o desempenho de estabilidade da produção industrial no país.

Fonte: Agência Brasil

Com ajuda de dividendos, governo atingirá meta reduzida de superávit primário, diz Augustin


Brasília – Com a ajuda dos lucros das estatais, o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) pretende alcançar com folga a meta reduzida de R$ 71,4 bilhões de superávit primário – economia de recursos para pagar os juros da dívida pública – em 2012. O secretário do Tesouro, Arno Augustin, assegurou que as contas do Governo Central registrarão superávit superior a R$ 10 bilhões em dezembro, depois de déficit de R$ 4,293 bilhões no mês passado.

De acordo com o secretário, a recuperação da arrecadação em dezembro impulsionará as receitas federais, principalmente de pagamentos de impostos concentrados nos últimos dias deste mês, como o Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). No entanto, a principal contribuição virá dos dividendos das estatais (parte dos lucros que as empresas públicas repassam do Tesouro Nacional).

De janeiro a novembro, as estatais transferiram R$ 20,374 bilhões em dividendos ao Tesouro. Ainda faltam cerca de R$ 9 bilhões para completar a estimativa de R$ 29 bilhões em dividendos pagos em 2012. A projeção foi divulgada em setembro pelo Ministério do Planejamento.

“Depois de um novembro mais fraco, o resultado de dezembro será positivo. Reitero a previsão de que teremos superávit de dois dígitos neste mês”, declarou Augustin. Ele, no entanto, admitiu que a estimativa leva em conta os dividendos que as estatais ainda não repassaram ao Tesouro. “O pagamento de dividendos está incorporado às projeções e segue a programação estabelecida”, disse.

Originalmente, a meta de superávit primário do Governo Central correspondia a R$ 97 bilhões. A equipe econômica, no entanto, recorreu a um mecanismo que permite o desconto dos gastos com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e reduziu a meta em R$ 25,6 bilhões, para R$ 71,4 bilhões.

Para alcançar essa meta reduzida, o governo precisará economizar R$ 11 bilhões em dezembro, mas Augustin assegurou que o esforço fiscal encerrará o ano acima desse valor. “O superávit primário em 2012 será além do que precisa para completar a meta”, disse.

Em relação a 2013, o secretário disse que o superávit primário se elevará por causa do aumento da arrecadação, que vai se recuperar depois de um ano de crise. No entanto, o secretário espera que a recuperação das receitas só começará a ocorrer em meados do próximo ano. “Existe um atraso entre o comportamento da economia e a recuperação das receitas”, ressaltou. Segundo ele, isso ocorre principalmente por causa do Imposto de Renda, que envolve o ajuste dos lucros ou prejuízos das empresas no exercício seguinte.

Divulgado pelo Tesouro Nacional, o resultado do Governo Central difere dos números do superávit primário do setor público, também divulgados hoje, pelo Banco Central. As contas do Governo Central não consideram o desempenho dos estados nem dos municípios. Além disso, o Tesouro Nacional baseia-se nos gastos registrados no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi). O Banco Central usa outra metodologia, que considera a variação do endividamento do governo federal, dos estados, dos municípios e das estatais.

Fonte: Agência Brasil

Déficit fiscal do setor público somou R$ 5,515 bilhões em novembro


Brasília – O setor público consolidado (União, estados, municípios e empresas estatais) registrou déficit primário de R$ 5,515 bilhões no mês de novembro, de acordo com o Relatório de Política Fiscal divulgado hoje (28) pelo Departamento Econômico (Depec) do Banco Central.

União e estatais foram deficitárias em R$ 5,875 bilhões e R$ 1,322 bilhão, respectivamente, enquanto os governos estaduais economizaram R$ 1,404 bilhão e os municípios foram superavitários em R$ 277 milhões.

No acumulado janeiro-novembro, o superávit primário (soma das economias para pagar os juros da dívida pública) soma R$ 82,699 bilhões. Bem menor, portanto, que a economia de R$ 126,8 bilhões feita em igual período do ano passado.

Segundo o relatório do BC, os juros pagos em novembro somaram R$ 16,331 bilhões, um pouco abaixo dos R$ 17,005 bilhões de outubro. No ano, os desembolsos com juros chegam a R$ 194,761 bilhões, o equivalente a 4,85% do Produto Interno Bruto (PIB), soma das riquezas e dos bens produzidos no país.

O total pago com juros da dívida foi R$ 21,3 bilhões menor que o montante empregado no mesmo intervalo de tempo de 2011, por causa da trajetória de queda da taxa básica de juros (Selic) e da menor variação da inflação. No acumulado em 12 meses, os juros nominais alcançaram R$ 215,3 bilhões (4,91% do PIB), mantendo a tendência declinante observada ao longo de 2012.

Divulgado pelo Banco Central, os números do setor público diferem do resultado do Governo Central, também divulgado hoje, pelo Tesouro Nacional. As contas do Governo Central não consideram o desempenho dos estados nem dos municípios. Além disso, o Tesouro Nacional baseia-se nos gastos registrados no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi). O Banco Central usa outra metodologia, que considera a variação do endividamento do governo federal, dos estados, dos municípios e das estatais.

Fonte: Agência Brasil

Dívida líquida do setor público cai para 35% do PIB


Brasília – A dívida líquida do setor público (DLSP) somou R$ 1,535 trilhão no final de novembro, o que corresponde a 35% do Produto Interno Bruto (PIB), soma das riquezas produzidas no país nos últimos 12 meses, calculada em R$ 4,381 trilhões, de acordo com Relatório de Política Fiscal apresentado hoje (28) pelo chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central, Túlio Maciel.

Em termos nominais, a dívida líquida está R$ 27 bilhões acima do número fechado no final do ano passado, mas a dívida de então equivalia a 36,4% do PIB da época, caindo paulatinamente ao longo do ano como reflexo, principalmente, da redução da taxa básica de juros (Selic), segundo Maciel.

Em relação a outubro, quando a dívida líquida era R$ 1,541 trilhão (35,4% do PIB), ele disse que a desvalorização cambial observada em novembro contribuiu para reduzir a DLSP em R$ 25,2 bilhões, equivalentes a 0,6 ponto percentual do PIB.

De acordo com Túlio Maciel, a queda de 1,4 ponto percentual na relação dívida/PIB no ano é resultado também da desvalorização cambial de 12,4% de janeiro a novembro, da valorização do PIB corrente, do superávit primário de R$ 82,7 bilhões (economia para pagamento dos juros da dívida) e do ajuste da paridade da cesta de moedas que compõem a dívida externa líquida.

Os fatores mencionados pelo economista do BC somaram 5,8 pontos percentuais em favor da redução da dívida líquida, mais que suficientes para cobrir os 4,4 pontos percentuais a mais para pagamento de juros nominais no ano, no valor de R$ 194,8 bilhões.

Em sentido contrário, a dívida bruta do governo geral, que inclui o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e governos regionais, aumentou de R$ 2,243 trilhões (54,2% do PIB) no final do ano passado para R$ 2,615 trilhões (59,7% do PIB) no mês passado. Em relação a outubro, houve acréscimo de R$ 25,3 bilhões, provocado pelo aumento da incorporação de juros nominais e pela desvalorização cambial no mês.

Fonte: Agência Brasil

Brasil apresenta candidatura à direção-geral da OMC


O governo brasileiro apresentou nesta sexta-feira a candidatura do embaixador Roberto Azevêdo ao cargo de diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), informa o Ministério das Relações Exteriores. Até o momento ele concorrerá com representantes de outros oito países.
O período de indicações de nomes para ocupar a posição pelos próximos cinco anos (2013-2017) se encerra no dia 31 de dezembro e até agora há concorrentes do Brasil, Coreia do Sul, México, Indonésia, Costa Rica, Gana, Jordânia, Quênia e Nova Zelândia.

O eleito pelo Conselho-Geral da OMC subsituirá o francês Pascal Lamy, que serviu um mandato de quatro anos entre 2005 e 2009 e foi reeleito para um segundo período entre 2009 e 2012. O vencedor deve ser anunciado no final de maio de 2013.
Segundo o Itamaraty, Azevêdo reúne importantes qualificações para o exercício da função, estando diretamente envolvido com temas econômicos há mais de vinte anos, incluindo um período na Delegação do Brasil junto à ONU, outros organismos internacionais em Genebra, além de atuar como chefe da delegação brasileira na Rodada de Negociações Multilaterais da OMC (conhecida como Rodada Doha).
Ele chefiou por mais de quatro anos a Coordenação-Geral de Contenciosos do Itamaraty, atuando como chefe de delegação em disputas comerciais imoprtantes entre o Brasil e outros países, entre eles os casos de subsídios ao algodão (iniciado pelo Brasil contra os Estados Unidos), subsídios à exportação de açúcar (iniciado pelo Brasil contra as Comunidades Europeias) e medidas que afetam a importação de pneus reformados (litígio iniciado pelas Comunidades Europeias).
Desde setembro de 2008 ele é o representante permanente do Brasil junto à OMC e outras organizações econômicas em Genebra.
Pascal Lamy indicou recentemente que seu sucessor será escolhido tendo como base sua competência técnica, mas diplomatas envolvidos na organização já sinalizaram que o escolhido deve ser preferencialmente originário de um país em desenvolvimento.

Fonte: BBC Brasil

Abismo fiscal nos EUA: O melhor e o pior cenário possível


Depois de quase dois anos, o jogo de xadrez fiscal entre o presidente americano, Barack Obama, e o Partido Republicano está chegando no seu momento final.
Em 2011, Obama tentou aumentar o "teto da dívida americana" – um limite estabelecido por lei de quanto o governo pode tomar emprestado.

O governo não conseguiu tudo que queria, mas firmou um pacto com os republicanos. Obama prometeu que aumentaria impostos e cortaria gastos públicos automaticamente a partir do dia 31 de dezembro de 2012, caso um novo acordo não fosse firmado.
Agora essa data está se aproximando, e os Estados Unidos estão perto de chegar em um "abismo fiscal", já que até agora nenhum novo acordo foi alcançado, a poucos dias do prazo final.
O que pode acontecer? Confira três possíveis cenários.

Cenário 1: Nenhum acordo é firmado
No dia 1º de janeiro, uma série de reduções de impostos estabelecidas na gestão de George W. Bush vai expirar. Com isso, o governo será obrigado a cortar gastos públicos em diversas áreas.
Ao todo, o governo terá de fazer cerca de US$ 607 bilhões em cortes de gastos e aumentos de impostos. Entre as mudanças previstas estão:
  • Reduções no orçamento de defesa
  • O fim de um desconto de 2% na alíquota sobre salários
  • Mudanças nos benefícios pagos pelo Medicare (sistema de saúde)
  • Reduções no crédito para famílias pobres
  • O fim de benefícios de desemprego de longo prazo – cerca de US$ 300 pagos semanalmente a 2 milhões de pessoas

O impacto destas mudanças pode ser doloroso na economia americana, que se recupera lentamente das últimas crises. Alguns analistas acreditam que elas poderão reduzir entre 4% e 5% da produção americana de uma só vez.
O desemprego nos Estados Unidos está abaixo dos 8%, mas pode voltar a subir, se as empresas reduzirem as contratações devido ao aumento de impostos.
O diretor do Fed (o banco central americano), Ben Bernanke, disse que, caso os Estados Unidos "caiam no abismo fiscal", a economia vai voltar à recessão. A visão é compartilhada por Obama.
A agência orçamentária do Congresso americano prevê que o desemprego possa ultrapassar 9% com uma nova recessão provocada pelo abismo fiscal, caso um acordo não seja firmado antes da chegada no Ano Novo.
O economista Michael Feroli, do JP Morgan, estima que mais de US$ 550 bilhões serão retirados da economia americana por conta dos cortes e aumento de impostos. Segundo a entidade Tax Policy Center, cada americano pagará US$ 3,5 mil impostos a mais por ano.
O impacto é diferente de acordo com o nível de renda. Alguns dos cidadãos mais ricos terão que pagar até US$ 120 mil a mais por ano. Já as pessoas mais pobres pagarão em média US$ 412 a mais.
A volta da recessão na maior economia do planeta teria fortes repercussões no resto do mundo.
Mas o abismo fiscal significa que o governo ficará sem dinheiro? Ainda não. O governo americano atingirá o teto de endividamento – de US$ 16 trilhões – no dia 31 de dezembro.
Mas o secretário do Tesouro, Tim Geithner, disse que é possível "achar" US$ 200 bilhões no orçamento, o que pode dar uma sobrevida de dois meses.
Na última vez que houve um impasse semelhante, as agências de classificação de risco rebaixaram os títulos da dívida americana de AAA para AA+. Foi a primeira vez na história que isso aconteceu, e agora isso pode voltar a ocorrer.

Cenário 2: Uma solução provisória é firmada
Obama ofereceu diversas alternativas aos republicanos – sob a condição de que os ricos pagassem mais impostos.
Ele defende que os impostos precisam aumentar para aqueles que ganham mais de US$ 250 mil por ano, mas ofereceu aumentar esse limite para US$ 400 mil.
O presidente também aceitou mudar os cálculos de custo de vida para pessoas que recebem benefícios sociais, cortes ao programa de saúde do governo e prorrogação de dois anos do teto da dívida. Mas tudo foi rejeitado.
O líder republicano na Câmara dos Representantes (deputados), John Boehner, também ofereceu o término do desconto de impostos para pessoas com renda superior a US$ 1 milhão como parte de um "plano B" para resolver o impasse, mas foi desautorizado por seu próprio partido.
Os republicanos já estão aceitando a ideia de impostos maiores, e Obama acaba de ser reeleito com uma votação expressiva, então existe a possibilidade de se chegar a um acordo de curto prazo.
Neste caso, é importante definir por quanto tempo o acordo vale. Se durar dois anos, a medida acalmará os mercados financeiros, adiando o impasse para depois das eleições parlamentares americanas.
Outros aspectos ainda são nebulosos. É pouco provável que um eventual aumento de impostos teria grandes efeitos na economia, mas os cortes nos gastos governamentais teriam um forte impacto dependendo do que for negociado.

Cenário 3: Um grande acordo é firmado
Um grande acordo para solução de longo prazo da dívida americana – que traga união entre Obama e o Congresso – é algo tão inesperado neste momento, que teria repercussões muito positivas ao mercado financeiro.
A negociação envolveria um plano para cortar até US$ 5 trilhões de dívida americana em um prazo de dez anos, evitando que esse tipo de batalha seja travada a cada dois anos.
Mas o que os políticos e a população estariam dispostos a aceitar?
De acordo com uma pesquisa da YouGov encomendada pelo site Slate com mil americanos, os cidadãos estão dispostos a aceitar mais impostos, cortes em gastos governamentais e redução das Forças Armadas, desde que sejam preservados o Medicare e os benefícios sociais.
Mas isso está claramente fora das mesas de negociação.

Fonte: BBC Brasil

Dilma cobra financiamento de longo prazo dos bancos


Presidente disse, durante coletiva, que o crédito para a produção não pode vir só das instituições públicas.

"A infraestrutura tem de virar uma obsessão do país". A frase, dita ontem pela presidente Dilma Rousseff, embute duas questões: o governo tem consciência de que o nível de investimentos fecha 2012 muito aquém do desejado - não passará de 19% do Produto Interno Bruto (PIB) - e que a oferta de financiamentos de longo prazo ainda é muito baixa para fazer frente à prateleira de projetos que foram anunciados durante o ano. 

E, mais uma vez, os maiores bancos no Brasil estão sendo chamados a participar. "Nós precisamos que nossos bancos privados participem dos projetos de financiamento de longo prazo, e, não, apenas o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)", disse a presidente ontem, durante café da manhã com jornalistas. 

Quase ao mesmo tempo e a 1,3 quilômetro do Palácio do Planalto onde ela estava, seu ministro da Fazenda, Guido Mantega, já conversava com os principais banqueiros e executivos do sistema financeiro pedindo que o crédito, principalmente do financiamento à produção, deslanchasse em 2013. 

Ele deixou claro que o governo não é contra o lucro dos bancos. No entanto, é imprescindível que esse retorno venha de empréstimos e não mais dos ganhos com operações de tesouraria - aplicação que as instituições sempre fizeram em títulos públicos com rentabilidade garantida. 

O BNDES tem se mostrado muito adequado para esse tipo de financiamento, segundo Dilma. No entanto, frisou, é necessário uma presença maior do setor privado para dar musculatura, sustentabilidade ao processo. "E também porque é sempre bom, em qualquer área, que vários participem para criar a chamada competição virtuosa. Vai ser mais ágil". 

Aliado a isso, o governo quer impulsionar outros instrumentos de financiamento, como fundos de investimento e debêntures conversíveis em ações. A equipe de Mantega vem estudando isenção de Imposto de Renda para Fundos de Investimento Creditório (Fdic) nos mesmos moldes das debêntures para infraestrutura.

De acordo com a presidente, a redução da taxa básica de juros dá atualmente condições para seguir nessa direção. Antes, lembrou que a criação da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), a que chamou de "jabuticaba", foi um reconhecimento de que o juro praticado no curto prazo era inviável para o longo prazo. 

"Enquanto não tiver estabilidade nesse mercado de longo prazo não tem financiamento nem que a vaca tussa", afirmou.

Para ela, não há dúvidas que os projetos brasileiros vão brilhar aos olhos dos investidores internacionais dado o ambiente externo com retornos neutros e até mesmo negativos. Além disso, o governo está garantindo que ao menos 80% do projeto seja financiado a taxas atrativas, o que eleva o retorno. 

Participaram da reunião com Mantega os presidentes do Itaú, Roberto Setúbal, do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, e da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda. E executivos de alto escalão do Banco do Brasil, Santander, Safra, HSBC e Citibank.

Fonte: Brasil Econômico