Economista, Especialista em Economia e Meio Ambiente pela Universidade Federal do Paraná e Graduando em Estatística, também, pela Universidade Federal do Paraná.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Governo central tem déficit de R$ 4,3 bilhões em novembro


No ano até novembro, o governo central tem um superávit acumulado de R$ 60,387 bilhões.

O governo central - formado pelo Tesouro, Banco Central e Previdência Social - registrou um déficit primário de R$ 4,292 bilhões em novembro, o primeiro resultado negativo desde maio de 2010, informou o Tesouro Nacional nesta sexta-feira (28/12).

No ano até novembro, o governo central tem um superávit acumulado de R$ 60,387 bilhões.

A Previdência Social apresentou déficit de R$ 5,381 bilhões em novembro, enquanto o Tesouro teve superávit de R$ 1,228 bilhão e o Banco Central registrou saldo negativo de R$ 139,4 milhões.

O resultado de novembro se deve principalmente a estabilidade nas despesas em R$ 68,926 bilhões no mês passado e a uma queda de 18% na receita líquida do governo central sobre outubro, para R$ 64,633 bilhões.

Em novembro, as despesas com pessoal subiram 17,2% em relação a outubro, mas essa alta foi compensada por uma queda nas despesas de custeio. Já a queda nas receitas foi causada principalmente pelo recuo na arrecadação.

Fonte: Brasil Econômico

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Dilma descarta crise de energia, diz que focará em impostos em 2013


BRASÍLIA, 27 Dez (Reuters) - Depois de seguidos apagões que atingiram vários Estados recentemente, a presidente Dilma Rousseff descartou nesta quinta-feira que haja uma crise de energia no país, disse esperar melhorias na infraestrutura já em 2013 e prometeu centrar esforços em cortes de impostos.

Em encontro de final de ano com jornalistas no Palácio do Planalto, a presidente aproveitou para pedir uma maior participação dos bancos privados nos financiamentos de longo prazo e prometeu inflação e contas públicas sob controle.

"Nós precisamos que os nossos bancos privados participem dos processos de financiamento de longo prazo e não apenas o BNDES", disse Dilma, referindo-se à grande participação do banco estatal.

Segundo a presidente, o governo vai estudar medidas sobre PIS/Cofins e redução do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) com as devidas compensações aos Estados, mas não deixará de ter como meta o controle da inflação e das contas públicas.

"Nós queremos a inflação sob controle, nós queremos contas públicas sob controle... e faremos todo o possível também para que haja um déficit nominal decrescente, não só o superávit primário", disse ela, garantindo que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, permanece em seu governo.

"Acontece que eu não quero, e como sou eu quem decide, o Mantega não tem a menor hipótese de sair do governo, a não ser que queira", acrescentou.

Depois do impasse que adiou para fevereiro a votação pelo Congresso do Orçamento de 2013, Dilma disse que irá editar uma medida provisória que permitirá ao governo manter o nível de investimentos no início do ano. A ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, concederá uma entrevista coletiva nesta tarde para explicar a MP.

A presidente evitou comentar se será ou não candidata à reeleição, ou mesmo o que acha da possibilidade de o ex-presidente Lula voltar a concorrer em 2014.

"Eu não vou antecipar o fim do meu mandato, porque isso não é politicamente necessário".

Fonte: Reuters Brasil

Fluxo cambial de dezembro está negativo em US$ 7 bilhões até o dia 21


Brasília – O saldo entre saídas e entradas de dólares no país, conhecido como fluxo cambial, está negativo em US$ 7,067 bilhões no mês, até a última sexta-feira (21), de acordo com boletim divulgado hoje (27) pelo Banco Central (BC).

As operações comerciais tiveram saída líquida de US$ 4,865 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 11,634 bilhões, contra importações equivalentes a US$ 16,499 bilhões. As operações financeiras também foram deficitárias para o país em US$ 2,202 bilhões nos primeiros 15 dias úteis de dezembro.

No acumulado do ano até 21 de dezembro, a movimentação cambial registra superávit de US$ 16,441 bilhões, resultado de entradas líquidas de US$ 7,785 bilhões nas operações comerciais e de US$ 8,656 bilhões no segmento financeiro que inclui investimentos estrangeiros e remessas de lucros e dividendos. No mesmo período do ano passado, a movimentação cambial registrou superávit de US$ 66,313 bilhões.

O BC informa, ainda, que as intervenções da autoridade monetária no mercado de câmbio, este mês, injetaram US$ 1,677 bilhão até a última sexta-feira. O BC realizou até três leilões por dia na venda de dólares de seus estoques, conjugada com recompra a curto e médio prazos.

Fonte: Agência Brasil

Retrospectiva: Inércia marca economia global em 2012


2012 foi o ano em que notícias econômicas chocantes perderam o poder de chocar.
Nada conseguiu ser resolvido de fato na economia global: as montanhas de dívidas da Europa e dos EUA seguiram predominando; comportamentos escandalosos de grandes bancos ocidentais continuaram ganhando as manchetes; a China fracassou em tentar equilibrar sua desbalanceada economia.

Com eleitores americanos indo às urnas e a cúpula da liderança comunista chinesa sendo renovada, este poderia ter sido um ano de mudanças para as duas maiores economias globais. Mas a palavra-chave foi continuidade.
O presidente Barack Obama ganhou um segundo mandato, mas sem o apoio necessário no Congresso para levar seus planos adiante. E o novo líder chinês, Xi Jinping, não indicou nenhuma mudança de rumo em suas prioridades.
Por mais de uma década, economistas citam preocupações com o enorme excedente comercial chinês. Sua habilidade de manufaturar quase tudo a preços mais baixos barateou as compras de consumidores ao redor do mundo. Mas, aparentemente, o país foi além do que deveria.

Investimentos chineses
Agora, muitos defendem que é a vez de mais dinheiro entrar no bolso dos consumidores chineses, permitindo que o crescimento da China seja sustentado não só nas exportações, mas em um mercado interno.
O respeitado economista Michael Pettis, da Universidade de Pequim, adverte que o desequilíbrio econômico atual tornou-se "extremo" e que reformas são necessárias com urgência.
"A China tem investido tanto que está claro que, pelo menos nos últimos anos, esse investimento tem sido mal alocado", diz ele, citando aportes em aeroportos no centro do país que têm baixíssimo movimento. E, apesar disso, novos aeroportos estão sendo construídos.
Ao mesmo tempo, a China continua a expandir sua capacidade manufatureira de coisas de que o mundo não precisa tantas mais, como navios.

Sendo assim, por que não investir para ajudar a tirar milhões de chineses da pobreza, a sair da agricultura de subsistência ou a trabalhar com mais eficiência - projetos que poderiam trazer crescimento genuíno?
"O problema é que isso envolve investimentos de longo prazo, com poucos resultados no curto", opina Pettis. "Todos concordam que é preciso melhorar a educação nas áreas rurais pobres, mas os retornos disso levam décadas."
Ele sugere que a China aumente a renda de seus cidadãos por meio da distribuição de terras a camponeses e pela privatização de empresas. "Mas isso cria um enorme problema, já que toda a estrutura política foi feita ao redor do controle da economia."

Tudo pelo crescimento
Talvez seja uma tendência do século 21 o fato de que elites políticas e eleitores criam expectativas a respeito de uma determinada taxa de crescimento econômico, e daí o governo faz de tudo para alcançar essa taxa - enquanto que, no passado, em muitos casos todos teriam simplesmente sentado e esperado até que o crescimento viesse naturalmente.
"Sempre surgem problemas quando você se prende a um sistema que exige aumentos contínuos em investimentos", prossegue o economista. "Após anos, não é fácil identificar projetos que sejam economicamente viáveis."
Ele cita exemplos disso na Alemanha nos anos 1930, na antiga União Soviética nos anos 1950 e 60, no Brasil nas décadas de 1960 e 70 e no Japão nos anos 1980. Todos vivenciaram "milagres de crescimento" e acabaram se endividando. Pettis acha que a China corre o risco de seguir o mesmo caminho que o Japão, com excesso de investimentos, crescimento mais baixo e endividamento crescente.
Questionado quando a China superará os EUA como maior economia do mundo, ele evita previsões, mas acha que isso só ocorrerá entre 2030 e 2040, já que os chineses podem ter chegado a seu pico em termos de taxa de crescimento anual.

Repetindo a História

A China e os EUA têm economias e sistemas financeiros profundamente diferentes. Mas, sob alguns aspectos, as duas economias seguem na mesma direção. Na China, há bancos sob influência estatal concedendo empréstimos por razões políticas para manter o crescimento, sem necessariamente retorno garantido. Nos EUA, bancos apostaram mal e tiveram de ser resgatados pelo dinheiro dos contribuintes.
"Todos os sistemas financeiros da história tiveram a tendência de (acumular) excesso de investimento especulativo, de expandir excessivamente, e daí de se contrair na forma de uma crise", avalia Pettis.
"Os últimos três anos só não foram tão ruins quanto poderiam porque a China respondeu à crise com um aumento extraordinário de investimento, aumentando sua demanda por minérios e criando investimento adicional em países como Peru, Austrália e Brasil."
Agora, diz ele, estamos presos ao problema de baixas taxas de crescimento do consumo.
Ao mesmo tempo, em sua busca por matérias-primas, a China continua a ter um enorme impacto na África. Agora, porém, com os custos chineses aumentando, vê o continente africano como um bom lugar para construir fábricas e produzir mercadorias baratas.
Na Etiópia, a mão de obra é especialmente barata e preparada. A BBC visitou uma fábrica em uma área industrial etíope conhecida como Chinatown, onde uma fábrica chamada Huajian manufatura cerca de 2 mil pares de sapatos por dia para empresas globais, incluindo Tommy Hilfinger.
Helen Hai, vice-presidente da fábrica, disse que sua empresa economizou consideravelmente ao produzir na Etiópia, onde os custos laborais equivalem a 1/7 dos chineses e a oferta de matéria-prima é boa.

Críticos, no entanto, dizem que os melhores empregos ficam com chineses.

Escândalos bancários
Na Europa, a crise da dívida não desapareceu, mas o pânico nos mercados foi acalmado, por conta da crença de que os contribuintes alemães pagarão, direta ou indiretamente, para salvar os orçamentos falidos do sul do continente.
O novo chefe do Banco Central Europeu, Mario Draghi, também teve papel importante em acalmar os mercados, ao emprestar mais dinheiro a bancos grandes e ao insistir que o euro é irreversível.
A estrutura do sistema bancário europeu ficou sob escrutínio maior, à medida que até os poucos bancos globais que haviam mantido sua reputação foram afetados por novos escândalos.
O HSBC foi multado por mover dinheiro para cartéis de drogas. o Standard Chartered admitiu ter descumprido sanções americanas, e o JP Morgan perdeu US$ 6 bilhões em operações de risco. O Barclays foi multado após revelações que seus funcionários manipulavam a taxa Libor, uma das principais referências de juros no mundo.
Especialistas em sistema financeiro como Michael Lafferty argumentam que escândalos do tipo evidenciam que foi um erro permitir que bancos de investimento fundissem suas operações com bancos comuns.
"Uma grande parte do que eles fazem não é sistema bancário, é o que antes era chamado de indústria de títulos financeiros", diz ele.
Mas as reformas nesse sistema foram limitadas, e os bônus dos operadores e banqueiros voltarão a ser pagos nas próximas semanas.
Nenhum país ocidental chegou a vetar bancos que combinam movimentação especulativa com ações bancárias tradicionais, como foi feito com o Ato Glass-Steagall, aprovado nos EUA quatro anos após o crash financeiro de 1929.
No complexo mundo do século 21, a inércia parece ser uma força mais potente do que a reforma radical.

Fonte: BBC Brasil




Dólar tem maior queda diária dos últimos seis meses


Brasília – O primeiro pregão pós-Natal terminou com o dólar desvalorizado em 1,43% e cotado a R$ 2,05 – menor valor desde 9 de novembro. Foi a maior queda diária da moeda norte-americana desde 29 de junho, provocada pelos dois leilões de swap cambial (venda de dólares no mercado futuro) que o Banco Central fez ainda de manhã.

Enquanto isso, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operou o dia quase estável e fechou o dia com queda de 0,08%, aos 60.959 pontos. Foi uma sessão com baixo volume de negócios e giro de R$ 4,78 bilhões, bem abaixo da média diária do ano, de R$ 7,3 bilhões. Apesar do fraco desempenho de ontem (26), a valorização do Índice Bovespa no mês está em torno de 6%, a melhor performance mensal de 2012.

Fonte: Agência Brasil

Crise e conflitos seguirão no radar internacional


O fim da Era Hugo Chávez e Fidel Castro pode ser novo ingrediente a apimentar o panorama externo em 2013.

Não surpreende o fato da crise econômica internacional seguir entre os temas que mais devem aturdir os cientistas políticos no próximo ano. Os problemas que assolam o setor bancário e fiscal da Europa permanecerão influenciando os rumos da economia internacional, assim como os possíveis caminhos para que os Estados Unidos iniciem uma retomada financeira mais contundente devem ditar o ritmo dos mercados. 

"A discussão na Europa deve girar em torno da sobrevivência dos Estados dentro do modelo que conhecemos através da escolha entre supranacionalismo, nacionalismo e provincianismo. A grande questão é se a Europa vai ou não saber lidar com essas mudanças", explica Heni Ozi Cukier, professor de relações internacionais da ESPM e fundador da Insight Político.

No território americano, o principal desafio em 2013 deve ser encontrar o equilíbrio fiscal, já que a questão tributária e econômica do país está sendo protagonista do cenário internacional no final deste ano. "A solução para evitar o abismo fiscal deve sair, porém, os problemas americanos não acabarão. Em 2013, Barack Obama terá novos desafios e passará por um teste de persuasão tendo que se relacionar muito próximo dos republicanos".

Para Marcus Vinicius de Freitas, coordenador de relações internacionais da Faap, o próximo ano pode marcar novos avanços dos Estados Unidos na produção de petróleo. O especialista, inclusive vislumbra que o país pode aumentar a sua auto-suficiência até 2016.

Já o gigante asiático pode adentrar em um dos anos mais desafiadores desde que iniciou a trajetória meteórica da sua economia.

A China terá que enfrentar novos desafios para manter o ritmo de crescimento econômico e não titubear diante da crise que assola a Europa, evitando principalmente os impactos comerciais. "Uma possível desaceleração econômica pode estabelecer uma crise da legitimidade política do país. Xin Jinping terá que saber administrar bem a situação para não arriscar a sua recente conquista", avalia Cukier.

Freitas considera que o novo líder chinês deve apostar na continuidade da manipulação cambial para se manter entre os mercados mais competitivos.

Para o Oriente Médio, as incertezas devem seguir caracterizando o ambiente. As mudanças constantes estão estabelecendo um redesenho do mapa, com os estados sofrendo abalos e reformulações. "Não é possível afirmar quais países se manterão com os mesmos interesses", diz Cukier. 

Freitas destaca o enrijecimento do conflito no Egito, que deve deteriorar ainda mais as condições do país e que poderá levar ao recrudescimento da Irmandade Muçulmana no poder. "A provável queda de Bashar al-Assad na Síria também deve mexer com o contexto da região, mas também pode representar o final do processo promovido pela primavera árabe", complementa o especialista da Faap.

Os possíveis desfechos das trajetórias políticas de Hugo Chávez na Venezuela e Fidel Castro em Cuba também estão entre as possíveis projeções para 2013. "Ainda assim, o chavismo e o castrismo permanecerão sendo as principais forças do populismo na América Latina. Dificilmente, os seus correligionários perderiam apoio rapidamente. O processo será gradativo", aposta Freitas. 

Além das influências da conjuntura internacional, principalmente da China, Europa e Estados Unidos, os rumos do Brasil devem ser ditados novamente pelo comportamento do governo federal em 2013. "Não importará apenas a questão econômica, mas também o nível de interferência do Estado e as medidas que influenciam o comportamento da indústria", conclui Cukier.

Fonte: Brasil Econômico

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Equação para fim da crise impõe desafios para 2013


O próximo ano não promete ser de grandes mudanças econômicas, mas terá pontos cruciais para garantir uma retomada mais acelerada dos principais países do mundo.

As perspectivas econômicas para os Estados Unidos, a Europa e a China para 2013 são melhores do que o desempenho em 2012, mas fatos cruciais podem por tudo a perder e retardar a retomada na economia das três regiões.

A lenta recuperação dos Estados Unidos neste ano mostra que o país ainda deverá enfrentar árduos problemas no próximo ano, principalmente por causa do fraco mercado de trabalho.

"Não é só dinheiro que resolve criação de emprego. O trabalho maior nos Estados Unidos é conseguir fazer com que a confiança dos empresários volte, para eles poderem investir. Consequentemente, a confiança do americano para consumir retorna", pondera Nastássia Romanó, economista da Omar Camargo.

Além disso, a questão fiscal continuará a pesar sobre o país. "Após o fator emergencial para evitar o 'abismo fiscal', o ponto vira estrutural, pois a economia americana vem causando muita desigualdade", estima a economista. Os Estados Unidos, portanto, terão o desafio em 2013 de não deixar aumentar a diferença social.

Outra questão em foco será o mercado imobiliário, que originou toda a crise americana. "O setor voltou a se recuperar, o que é muito positivo. Se a inflação continuar controlada, isso será um alento. Por outro lado, será o momento de observar como o consumo e o crédito estão voltando a caminhar juntos. As crises fazem algumas questões, que antes estavam em desequilíbrio, se reestruturarem", completa.

China

No mesmo sentido que os Estados Unidos, a China também enfrentará problemas mais críticos com o mercado imobiliário. O maior receio do gigante asiático é de formação de bolha, principalmente em Hong Kong.

Muitas medidas já foram tomadas, mas ainda o país quer controlar os preços para que não subam abruptamente ao ponto de impossibilitar a compra. Entre elas, o controle mais rígido na concessão de crédito, o que não aconteceu nos Estados Unidos no início da crise.

"A partir do momento que a pessoa vê o preço das residências como um investimento certo, começa a comprar imóveis sem parar. Os preços sobem e o produto fica alavancado", diz a economista.

Ainda por lá, para garantir o crescimento dos 8% previstos para o ano que vem, o governo da China vai precisar estimular o consumo doméstico. No dia 17 de dezembro, o governo disse que não está visando o crescimento acelerado, mas sim a qualidade do crescimento.

Europa

Se os Estados Unidos e a China possuem desafios importantes pela frente, a Europa tem desafios em dobro a serem decididos para não enfrentar uma crise pior do que a dos últimos anos.

"Achamos que os problemas europeus iriam demorar mais para se resolver, mas a união bancária é bem positiva para a região. No entanto, é necessário que não só a política monetária seja unificada, mas a fiscal também. Tudo isso deverá ser feito de forma lenta para não haver choques", exalta Nastássia.

Por outro lado, países como Espanha, Alemanha, Itália, França e Grécia vão continuar no foco. Em relação à Espanha e à Grécia, o importante será monitorar a taxa de desemprego. A economista aponta que se o Banco Central Europeu (BCE) continuar garantindo o leilão de títulos da Espanha, com o yield (retorno) abaixo dos 5%, o problema na região pode melhorar aos poucos.

Na Itália, a troca do primeiro-ministro Mario Monti ficará no centro das atenções. "O Monti foi muito bem recebido pelos investidores, pois o retorno dos títulos soberanos era muito bom. Agora, esse dinheiro precisa continuar voltando e é exatamente o que vamos observar o que vai acontecer com o novo governo", avulta.

Em relação à Alemanha, a cautela começa a pesar mais por conta de dados industriais mais fracos do que o esperado. O país é um grande exportador e se continuar a fraqueza na economia interna, a Alemanha pode perder a capacidade de financiar os outros países e assim entrar em recessão e a confiança no euro ficar abalada novamente. Além disso, 2013 também será um ano de troca de poder político.

E por último a França, que não se encontra entre os discursos mais pessimistas, mas tem mostrado resultado fraco em relação à competitividade, com algumas empresas cortando postos de trabalho. Este movimento está tornando a economia menos competitiva, num momento que o estímulo às importações e exportações são fundamentais para a continuidade econômica.

Fonte: Brasil Econômico